Ana de Macedo

February 29, 2008

English Notebook

Filed under: UK

Words and everyday expressions Londoners use…

O desafio que se segue é ideal para quem acha que já aprendeu tudo e tem o inglês na ponta da língua! Eu também pensava que sabia muito vocabulário inglês, até chegar aqui e… “Ooops! I’ve no idea what they’re talking about!”. Tenta decifrar as seguintes palavras e expressões idiomáticas da língua inglesa, mas primeiro sem espreitar as soluções!

1. Your friend says: There’s a ripper film on telly tonight. What does he mean?

2. Mate is another name for…?

3. Someone asks for a pint of Stella. What does he mean?

4. Would you be happy or annoyed if someone called you a plonker?

5. The exam was a doodle. What does this mean?

6. A friend says to you "let’s get pissed", what does he mean?

7. The show was wicked! What does this mean?

8. You’re at a beach with a friend and she asked you if you have a cozzie, what does she mean?

9. A “hole in the wall” is…?

10. “I can’t come out tonight, I’m boracic” means…?

 

Soluções:

(1) Um filme fantástico/ na televisão; (2) Amigo; (3) Fino ou imperial da marca Stella; (4) (Provavelmente não ficarias muito contente!) Plonker é uma pessoa estúpida ou idiota; (5) O exame foi muito fácil; (6) Vamos beber até cair para o lado!; (7) Fantástico! (expressão de entusiasmo); (8) Fato de banho; (9) Caixa Multibanco, (10) Não tenho dinheiro ou “Estou nas lonas”!

February 25, 2008

Pina Bausch

Filed under: Loving Art

PINA BAUSCH has changed the way people think and feel about dance and dance theatre. And she definitely changed mine. Pina’s unique choreographies are a combination of visual effects, theatrical movements, repetitive sequences, dance narratives and silences. Her stories talk about the most profound and complicated human experiences – pain, agony, anxiety, need and fear. Last week, Pina Bausch’s company, Tanztheather Wuppertal, performed two of her masterpieces – Café Muller (1978) and The Rite of Spring (1975) at Sadler’s Wells Theatre in London. The performance was breathtaking and utterly unforgettable.

PINA BAUSCH é uma das coreógrafas de dança contemporânea mais influentes do nosso tempo. O trabalho visionário de Bausch transcende as áreas da dança e da performance teatral. Por vezes, a dança parece ficar mesmo em segundo plano, sendo meramente o cenário, enquanto o palco dá lugar aos sons, aos efeitos visuais, às texturas e às histórias das personagens. Os movimentos bruscos que se repetem até à exaustão, os diálogos desenhados com gestos e palavras não ditas, e a nudez que expõe a fragilidade humana são a assinatura da artista.

Em Café Muller, obra original criada em 1978, seis intérpretes exprimem as suas inibições, frustrações e medos, ao som da avassaladora música de Purcell. Um senhor de fato que entra e sai do café sem explicação; um empregado de mesa angustiado e determinado em (des)arrumar os móveis do cenário, acompanhando a movimentação das outras personagens; uma mulher cega que estende os braços em súplica; um casal que procura reconciliação, mas que acaba por se envolver numa luta violenta; uma mulher neurótica e desorientada que procura alguém (talvez alguém que também esteja perdido). Pina Bausch não tem medo de falar sobre as mais difíceis experiências humanas – a dor, o desespero, o abandono, o medo, o desencontro, o amor por cumprir. Café Muller é considerado um dos trabalhos mais autobiográficos da artista, sendo inspirado nas suas memórias de infância. Os seus pais eram donos de um café, local onde a pequena ficava horas a fio a observar as misteriosas relações entre os adultos. 

A Sagração da Primavera, a obra mais conhecida de Bausch, criada em 1975, é uma adaptação da obra musical de Stravinsky e fala das emoções vividas no momento em que uma tribo escolhe uma jovem para o ritual de sacrifício. O palco está coberto de terra e os bailarinos dançam quase até à exaustão.

A companhia de dança Tanztheater Wuppertal, dirigida por Pina Bausch, actuou na semana passada no teatro Sadler’s Wells em Londres e eu tive o privilégio de lá estar. Pina Bausch não actuou, mas esteve presente no espectáculo. Bausch é uma figura tímida e discreta. Não parecia uma artista, ali camuflada entre o público. Que estranho tê-la entre nós, tão perto… Quando, no final, subiu ao palco, senti que aquele era o seu único e merecido lugar. E click! (ver foto by Ana de Macedo, 20 de Fev. 2008).






















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