Pina Bausch
PINA BAUSCH has changed the way people think and feel about dance and dance theatre. And she definitely changed mine. Pina’s unique choreographies are a combination of visual effects, theatrical movements, repetitive sequences, dance narratives and silences. Her stories talk about the most profound and complicated human experiences – pain, agony, anxiety, need and fear. Last week, Pina Bausch’s company, Tanztheather Wuppertal, performed two of her masterpieces – Café Muller (1978) and The Rite of Spring (1975) at Sadler’s Wells Theatre in London. The performance was breathtaking and utterly unforgettable.
PINA BAUSCH é uma das coreógrafas de dança contemporânea mais influentes do nosso tempo. O trabalho visionário de Bausch transcende as áreas da dança e da performance teatral. Por vezes, a dança parece ficar mesmo em segundo plano, sendo meramente o cenário, enquanto o palco dá lugar aos sons, aos efeitos visuais, às texturas e às histórias das personagens. Os movimentos bruscos que se repetem até à exaustão, os diálogos desenhados com gestos e palavras não ditas, e a nudez que expõe a fragilidade humana são a assinatura da artista.
Em Café Muller, obra original criada em 1978, seis intérpretes exprimem as suas inibições, frustrações e medos, ao som da avassaladora música de Purcell. Um senhor de fato que entra e sai do café sem explicação; um empregado de mesa angustiado e determinado em (des)arrumar os móveis do cenário, acompanhando a movimentação das outras personagens; uma mulher cega que estende os braços em súplica; um casal que procura reconciliação, mas que acaba por se envolver numa luta violenta; uma mulher neurótica e desorientada que procura alguém (talvez alguém que também esteja perdido). Pina Bausch não tem medo de falar sobre as mais difíceis experiências humanas – a dor, o desespero, o abandono, o medo, o desencontro, o amor por cumprir. Café Muller é considerado um dos trabalhos mais autobiográficos da artista, sendo inspirado nas suas memórias de infância. Os seus pais eram donos de um café, local onde a pequena ficava horas a fio a observar as misteriosas relações entre os adultos.
A Sagração da Primavera, a obra mais conhecida de Bausch, criada em 1975, é uma adaptação da obra musical de Stravinsky e fala das emoções vividas no momento em que uma tribo escolhe uma jovem para o ritual de sacrifício. O palco está coberto de terra e os bailarinos dançam quase até à exaustão.
A companhia de dança Tanztheater Wuppertal, dirigida por Pina Bausch, actuou na semana passada no teatro Sadler’s Wells em Londres e eu tive o privilégio de lá estar. Pina Bausch não actuou, mas esteve presente no espectáculo. Bausch é uma figura tímida e discreta. Não parecia uma artista, ali camuflada entre o público. Que estranho tê-la entre nós, tão perto… Quando, no final, subiu ao palco, senti que aquele era o seu único e merecido lugar. E click! (ver foto by Ana de Macedo, 20 de Fev. 2008).

Olá Ana. É um prazer inaugurar o teu blog! Acabei de ler o texto que escreveste sobre a actuação de dança - a tua descrição é tão vívida que quase consegui ver o espectáculo! Continua a aproveitar a experiência ao máximo e a crescer muito para lá do teu potencial! Bj Ana
Comment by Ana Osório — February 25, 2008 @ 7:16 pm
Surpresa!!! Mais uma agradável faceta que apenas com 2 clicks fiquei a conhecer.
Parabéns pela decisão de blogar! Já está nos Favoritos e espero ter a sorte de cada vez que lá entrar poder enriquecer-me um pouco mais.
Força Ana!
(Ah!…O resumo em inglês: Y E S !!!)
Comment by Zé — February 25, 2008 @ 8:36 pm
Olha acho que sou o primeiro a comentar…Sou mesmo um primo espectacular! Até admira não ter vindo aqui o rei de Barcelona deixar a sua patada digital.
Relativamente ao post tenho a dizer que até gosto de Pina Bausch mas quem me tira os Ferrero Rocher tira-me tudo!!!
Comment by Nuno — February 25, 2008 @ 11:01 pm
Ora finalmente
o blog …
já não era sem tempo… vão aparecer por aqui os meus comentários muitas vezes
beijinhos
Comment by Paula — February 26, 2008 @ 9:22 am
Minha amiga, as tuas palavras são transparentes de ti e do que vimos juntas. A tua sensibilidade e coragem para exprimí-la espanta-me! Parabéns!
Teresa VV
Comment by Teresa Vila Verde — February 27, 2008 @ 8:55 pm
Hey Annie-Annie,
You are always full of surprises!
Hope to see you tomorrow at the Open Science Day.
Cheers,
Robert.
Comment by Robert — February 29, 2008 @ 11:32 am
e verdade, o meu mail e
jacho8@gmail.com
beijos
joao e ana www.asnoticiasdaflorestaverde.blogspot.com
Comment by Joao Andre e Ana — March 5, 2008 @ 4:01 pm